Desde cedo, Manabu Mabe demonstrou interesse pela pintura, iniciando suas pesquisas de forma autodidata por meio de revistas e livros japoneses sobre arte. Em 1945, na cidade de Lins, São Paulo, aprendeu técnicas de preparação de telas e diluição de tintas com o pintor e fotógrafo Teisuke Kumasaka.
No final da década de 1940, já em São Paulo, Mabe conheceu o pintor Tomoo Handa e começou a participar das reuniões do Grupo Seibi e do Grupo 15, onde aprimorou suas habilidades técnicas e teóricas com o pintor Yoshiya Takaoka. Nos anos 1950, integrou-se ao Grupo Guanabara e participou de diversas exposições.
Em 1957, Mabe tomou a decisão crucial de vender seu cafezal em Lins e se mudar definitivamente para São Paulo, dedicando-se inteiramente à pintura. Seu talento foi rapidamente reconhecido, e em 1958, recebeu o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea.
A consagração veio em 1959, quando foi homenageado pela revista Time com um artigo intitulado "The Year of Manabu Mabe" (O Ano de Manabu Mabe). No mesmo ano, conquistou o prêmio de melhor pintor nacional na 5a Bienal Internacional de São Paulo e um prêmio de pintura na 1a Bienal de Paris. Durante os anos 1980, Mabe continuou a expandir seu impacto artístico, pintando um painel para a Pan American Union em Washington, Estados Unidos, ilustrando "O Livro de Hai-Kais" e criando a cortina de fundo do Teatro Provincial em Kumamoto, Japão.
Mabe deixou um legado duradouro no mundo da arte, sendo lembrado por sua contribuição significativa para a pintura e ilustração, tanto no Brasil quanto internacionalmente.