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Composição Bandeirinhas III Black dec 80 rotog 66 x 48 cm

R$ 10.000,00

Composição Bandeirinhas III Black dec 80, Volpi

Técnica: Gravura Rotogravura Assinada
Medidas: 66 X 48 cm
Tiragem:

Assinatura ACID - Assinada no canto inferior direito

Observação:

Valor sem moldura.

Volpi assinando

ALFREDO VOLPI

Pintor brasileiro nascido em Lucca, Itália, um dos maiores pintores da história da arte brasileira e conhecido como o “mestre das bandeirinhas”. Chegou ao Brasil com 18 meses de idade, quando sua família se fixou em São Paulo. Autodidata, trabalhou como encanador, marceneiro-entalhador e encadernador até se tornar pintor decorador de interiores e decorador de paredes (1912). Realizou a decoração mural (1918), do Hospital Militar do Ipiranga, com o pintor Alfredo Tarquínio. Iniciou sua participação em mostras coletivas (1925) e passou (1927) a participar com Francisco Rebolo Gonsales, Mário

Zanini e Aldo Bonadei, entre outros, do grupo Santa Helena, com ateliê na praça da Sé, São Paulo SP, cidade onde morou até sua morte, motivado pelas origens proletárias de seus integrantes.

Nos primeiros anos (1920-1940) sua obra caracterizou-se por paisagens de cunho realista, mostrando vistas de bairros pobres da capital paulista ou de cidades do interior, bem como marinhas do litoral de Santos e retratos. Participou (1938) do Salão de Maio e da I Exposição da Família Artística Paulista, ambos em SP, e após visitar Itanhaém, iniciou série de marinhas (1939), do VII Salão Paulista de Belas-Artes (1940), do XLVII Salão Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo (1941).

A seguir essas paisagens foram diversificadas, influenciadas por viagens à Bahia e a Minas Gerais. Voltou a Itália (1950) na companhia de Osir e Zaninie impressiona-se com a arte dos góticos, principalmente Giotto. A partir de então sua obra assumiu a entonação que mais caracterizou a originalidade do artista. Nessa fase realizou diversos painéis, como na igreja do Cristo Operário em São Paulo (1951), na capela de Nossa Senhora de Fátima em Brasília (1959) e em navios da Companhia Nacional de Navegação Costeira (1962).

Premiado em várias oportunidades, como o de melhor pintor brasileiro na II Bienal de São Paulo (1953), esteve na Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962 e 1964), e integrou importantes exposições em cidades como Tóquio, Paris, Buenos Aires, Roma e Nova York. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP fez a exposição Volpi 90 Anos. Morreu em São Paulo (1993) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe Volpi - projetos e estudos em retrospectiva, Décadas de 40-70.

Cuidados com a Gravura

GRAVURA é a arte resultante de um processo de impressão artesanal, em papel e textura especial , de tiragem em número limitado e assinada pelo artista.

Há vários tipos de impressão e diferentes matrizes. Para fazer a matriz o artista trabalha sobre uma superfície de madeira, pedra ou metal, que recebe as tintas e faz as impressões. Completada a tiragem, a matriz não será posteriormente reutilizada, e cada gravura receberá uma marcação geralmente a lápis com o número da cópia e o do total de impressões. Por exemplo: 9/100 é a nona cópia de 100 impressões feitas.

A gravura é então, um múltiplo da obra original, assinada uma a uma pelo artista, não podendo ser confundida com um pôster, onde a impressão é meramente gráfica e de tiragem ilimitada.

Serigrafia: a matriz é feita em uma tela especial, que é esticada em um bastidor. Sobre a tela são colocadas máscaras com cada cor da obra. As máscaras recebem a tinta, que é espalhada por um rodo, para fixar a imagem no papel.

Xilogravura: a matriz é uma superfície de madeira, com a obra esculpida pelo artista. Sobre o relevo, aplica-se uma tinta especial, que passa pela pressa com o papel.
Litogravura: a matriz dessa técnica é uma pedra calcária tratada com solução ácida para desengordurá-la. A imagem é gravada com lápis ou tinta gordurosa. A repulsa entre a tinta e a gordura caracteriza a impressão.

Metal: desenha-se sobre uma chapa de metal envernizada com uma ponta seca (pincel sem tinta). Então, leva-se a peça para um banho de ácido e aplica-se uma camada de tinta que irá fixar-se apenas onde foi feito o desenho.

Digital: giclée ou digigrafia que, como o próprio nome diz é a obra do artista elaborada a partir de um arquivo digital e impresso a laser.

Fine Art: Impressão fine art é o processo de transferir fotografias, pinturas ou arte digitais para papéis e outras mídias de qualidade. Esse processo requer um gerenciamento rigoroso dos equipamentos e dos insumos utilizados, além de atenção de cuidados especializados.

Uma edição de gravuras compreende:

A tiragem, definida de comum acordo entre o artista e o editor (Ex. 1/100 a 100/100)

  • P.A. (prova de artista) destinada ao artista.
  • P.I. (prova de impressão) destinada ao impressor.
  • P.E. (prova de edição) destinada à editora, no caso de gravuras PM – Pós Morte –Fundação do Artista.
  • H.C. (hors comerce) uma denominação francesa que significa gravuras fora de comércio.
  • Cuidados com a gravura:

As gravuras são obras de arte criadas para atravessar gerações. Para garantir sua perfeita conservação, alguns cuidados são fundamentais.

  • Evitar a exposição direta ao sol e locais úmidos:

A luz solar pode causar desbotamento das cores e desgaste dos pigmentos. Sempre que possível, mantenha a obra em locais sem incidência direta de luz. Para maior proteção, utilize molduras com vidro anti-UV.

A umidade pode provocar manchas, mofo, deformações e danos à impressão. Prefira ambientes secos e bem ventilados, evitando áreas como cozinhas, banheiros ou locais sujeitos ao contato frequente com água.

  • Manuseio:

Antes de tocar na obra, certifique-se de que suas mãos estejam limpas.

Evite tocar diretamente na superfície impressa, especialmente nas áreas com tinta.

  • Armazenamento:

Quando não estiverem expostas, mantenha as gravuras em pastas ou embalagens protetoras apropriadas. Armazene cada obra separadamente para evitar riscos, marcas ou atritos.

Verifique suas gravuras periodicamente em busca de sinais de deterioração, como manchas, ondulações ou rasgos. Caso identifique qualquer alteração, procure um profissional especializado em conservação de obras de arte.

Com esses cuidados simples, suas gravuras permanecerão preservadas por muitos anos, mantendo sua beleza, integridade e valor histórico e cultural para as futuras gerações.

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