

Marcelo Celau não é aquele artista que desde criança era apaixonado pela arte e tampouco era aficionado pelos lápis de cores e tintas nas aulas de arte. Gostava muito das aulas de educação artística, mas nunca sonhou em ser pintor. Nascido em Ipiaú, a 100 km de Ilhéus, na Bahia, sempre conviveu com arte na família. Seu tio, o escritor e roteirista José Louzeiro, escreveu grandes filmes brasileiros, como “Pixote, A Lei do Mais Fraco” e “Lucio Flavio, o Passageiro da Agonia”, entre outros. Mesmo assim o jovem Celau não tomou esta direção, até anos mais tarde.
O artista começou a experimentar desenhos em suas próprias camisetas já adolescente, como uma brincadeira, e diz que os resultados não foram nada bons. Aos poucos, porém, foi melhorando sua arte em tecido e começou a fazer sucesso na sua cidade. O bom momento foi interrompido por um acidente grave, e o jovem que pintava aposentou suas tintas e pincéis por 13 anos.
Acredita hoje que foi a arte que salvou sua vida, mudou sua maneira de pensar e o levou para lugares em que nunca imaginou estar. Ele se define como um entusiasta, um artista de alma, um autodidata que aprendeu com tentativas de “erros e acertos”. Tudo começou quando um amigo encomendou duzentas camisetas pintadas e Celau aceitou o desafio. Desde então não parou mais, e as camisetas deram lugar às telas, com sua técnica se aprimorando com o tempo. Entregue à Pop Art, o artista explica que cria suas telas com sua percepção e emoção e que sempre existem paredes tristes, que precisam de uma cor a arte de Celau consiste atualmente em retratar ícones da história, como rockstars, atores e atrizes, lutadores famosos, pilotos etc usando tinta acrílica sobre tela.
Seu trabalho se distingue pelos traços firmes e precisos, sem o uso de fita isolante na divisão de traços e cores e suas telas são uma combinação de cores elegante e seus ângulos marcam os traços dos rostos das personalidades com requinte Celau é um artista relativamente novo que ainda promete muitas fases interessantes. Com apenas dois anos de carreira, sua primeira exposição aconteceu em sua terra natal, e com a boa repercussão foi incentivado a tentar o grande sonho de levar sua arte a São Paulo. Inspirado em
Andy Warhol e Pollock, traz sua arte a Miami em setembro, para sua primeira exposição internacional.
GRAVURA é a arte resultante de um processo de impressão artesanal, em papel e textura especial , de tiragem em número limitado e assinada pelo artista.
Há vários tipos de impressão e diferentes matrizes. Para fazer a matriz o artista trabalha sobre uma superfície de madeira, pedra ou metal, que recebe as tintas e faz as impressões. Completada a tiragem, a matriz não será posteriormente reutilizada, e cada gravura receberá uma marcação geralmente a lápis com o número da cópia e o do total de impressões. Por exemplo: 9/100 é a nona cópia de 100 impressões feitas.
A gravura é então, um múltiplo da obra original, assinada uma a uma pelo artista, não podendo ser confundida com um pôster, onde a impressão é meramente gráfica e de tiragem ilimitada.
Serigrafia: a matriz é feita em uma tela especial, que é esticada em um bastidor. Sobre a tela são colocadas máscaras com cada cor da obra. As máscaras recebem a tinta, que é espalhada por um rodo, para fixar a imagem no papel.
Xilogravura: a matriz é uma superfície de madeira, com a obra esculpida pelo artista. Sobre o relevo, aplica-se uma tinta especial, que passa pela pressa com o papel.
Litogravura: a matriz dessa técnica é uma pedra calcária tratada com solução ácida para desengordurá-la. A imagem é gravada com lápis ou tinta gordurosa. A repulsa entre a tinta e a gordura caracteriza a impressão.
Metal: desenha-se sobre uma chapa de metal envernizada com uma ponta seca (pincel sem tinta). Então, leva-se a peça para um banho de ácido e aplica-se uma camada de tinta que irá fixar-se apenas onde foi feito o desenho.
Digital: giclée ou digigrafia que, como o próprio nome diz é a obra do artista elaborada a partir de um arquivo digital e impresso a laser.
Fine Art: Impressão fine art é o processo de transferir fotografias, pinturas ou arte digitais para papéis e outras mídias de qualidade. Esse processo requer um gerenciamento rigoroso dos equipamentos e dos insumos utilizados, além de atenção de cuidados especializados.
Uma edição de gravuras compreende:
A tiragem, definida de comum acordo entre o artista e o editor (Ex. 1/100 a 100/100)
As gravuras são obras de arte criadas para atravessar gerações. Para garantir sua perfeita conservação, alguns cuidados são fundamentais.
A luz solar pode causar desbotamento das cores e desgaste dos pigmentos. Sempre que possível, mantenha a obra em locais sem incidência direta de luz. Para maior proteção, utilize molduras com vidro anti-UV.
A umidade pode provocar manchas, mofo, deformações e danos à impressão. Prefira ambientes secos e bem ventilados, evitando áreas como cozinhas, banheiros ou locais sujeitos ao contato frequente com água.
Antes de tocar na obra, certifique-se de que suas mãos estejam limpas.
Evite tocar diretamente na superfície impressa, especialmente nas áreas com tinta.
Quando não estiverem expostas, mantenha as gravuras em pastas ou embalagens protetoras apropriadas. Armazene cada obra separadamente para evitar riscos, marcas ou atritos.
Verifique suas gravuras periodicamente em busca de sinais de deterioração, como manchas, ondulações ou rasgos. Caso identifique qualquer alteração, procure um profissional especializado em conservação de obras de arte.
Com esses cuidados simples, suas gravuras permanecerão preservadas por muitos anos, mantendo sua beleza, integridade e valor histórico e cultural para as futuras gerações.