

EDUARDO SUED
Natural do Rio de Janeiro, (1925) é um pintor, gravador e desenhista brasileiro.O artista não se vincula a nenhum movimento específico. Sua carreira teve uma breve etapa pautada no figurativismo, mas logo se encaminha para abstração geométrica. Tende a ser classificado atualmente como "concretista" ou "construtivista".
Cursou a Escola Nacional de Engenharia, no Rio de Janeiro, de 1946 a 1948, não concluindo o curso. No ano seguinte estudou desenho e pintura com Henrique Boese, também no Rio. Entre 1950 e 1951, trabalhou como desenhista no escritório do arquiteto Oscar Niemeyer (1907).
Em 1951 recebe, através da embaixada francesa, a bolsa Étudiant Patronné e viaja para Paris, onde frequenta as academias La Grande Chaumière e Julian. Em sua estada na capital francesa, entra em contato com as obras de Pablo Picasso, Joan Miró, Henri Matisse e Georges Braque.
Retorna ao Rio de Janeiro em 1953. Para estudar gravura em metal, freqüenta o ateliê de Iberê Camargo, de quem, mais tarde, se torna assistente. Leciona desenho e pintura na Escolinha de Arte do Brasil, em 1956, e na Escola Hebraica do Rio de Janeiro.
No ano seguinte, transfere-se para São Paulo, onde ministra aulas de desenho, pintura e gravura na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de 1958 a 1963.
Em 1964, volta a morar no Rio de Janeiro e publica o álbum 25 Gravuras, que se constitui de águas-fortes - processo químico de gravação sobre chapa metálica.
Nos anos 1970, aproxima-se das vertentes construtivistas, desenvolvendo sua obra a partir da reflexão acerca de Piet Mondrian e da Bauhaus. Nessa época (de 1974) até 1980, ministra aulas de gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ.
Dos trabalhos figurativos do início da carreira, passa às colagens e pinturas, cujo rigor e requinte na construção cromática apareceriam principalmente nos anos 1980.
Na década de 1990, a pincelada, antes imperceptível, torna se marcada, descontínua, demonstrando que o caráter construtivo parte da forma, passa pela cor e atinge a realização pelo gesto.
Realizou diversas exposições individuais: no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1982), Paço Imperial (1992), Museu Nacional de Belas Artes (1994) e no Centro de Arte Hélio Oiticica (1998). Participou de coletivas no Brasil e no exterior, incluindo a Bienal de São Paulo e a Bienal de Veneza.
Segundo Ronaldo Brito, a pintura de Sued se constrói "rigorosa e articulada. Espaço e cor resultam de um pensamento cerrado - variações mínimas, cálculos e compatibilidades quase infinitesimais garantem a identidade indiscutível de cada tela."
GRAVURA é a arte resultante de um processo de impressão artesanal, em papel e textura especial , de tiragem em número limitado e assinada pelo artista.
Há vários tipos de impressão e diferentes matrizes. Para fazer a matriz o artista trabalha sobre uma superfície de madeira, pedra ou metal, que recebe as tintas e faz as impressões. Completada a tiragem, a matriz não será posteriormente reutilizada, e cada gravura receberá uma marcação geralmente a lápis com o número da cópia e o do total de impressões. Por exemplo: 9/100 é a nona cópia de 100 impressões feitas.
A gravura é então, um múltiplo da obra original, assinada uma a uma pelo artista, não podendo ser confundida com um pôster, onde a impressão é meramente gráfica e de tiragem ilimitada.
Serigrafia: a matriz é feita em uma tela especial, que é esticada em um bastidor. Sobre a tela são colocadas máscaras com cada cor da obra. As máscaras recebem a tinta, que é espalhada por um rodo, para fixar a imagem no papel.
Xilogravura: a matriz é uma superfície de madeira, com a obra esculpida pelo artista. Sobre o relevo, aplica-se uma tinta especial, que passa pela pressa com o papel.
Litogravura: a matriz dessa técnica é uma pedra calcária tratada com solução ácida para desengordurá-la. A imagem é gravada com lápis ou tinta gordurosa. A repulsa entre a tinta e a gordura caracteriza a impressão.
Metal: desenha-se sobre uma chapa de metal envernizada com uma ponta seca (pincel sem tinta). Então, leva-se a peça para um banho de ácido e aplica-se uma camada de tinta que irá fixar-se apenas onde foi feito o desenho.
Digital: giclée ou digigrafia que, como o próprio nome diz é a obra do artista elaborada a partir de um arquivo digital e impresso a laser.
Fine Art: Impressão fine art é o processo de transferir fotografias, pinturas ou arte digitais para papéis e outras mídias de qualidade. Esse processo requer um gerenciamento rigoroso dos equipamentos e dos insumos utilizados, além de atenção de cuidados especializados.
Uma edição de gravuras compreende:
A tiragem, definida de comum acordo entre o artista e o editor (Ex. 1/100 a 100/100)
As gravuras são obras de arte criadas para atravessar gerações. Para garantir sua perfeita conservação, alguns cuidados são fundamentais.
A luz solar pode causar desbotamento das cores e desgaste dos pigmentos. Sempre que possível, mantenha a obra em locais sem incidência direta de luz. Para maior proteção, utilize molduras com vidro anti-UV.
A umidade pode provocar manchas, mofo, deformações e danos à impressão. Prefira ambientes secos e bem ventilados, evitando áreas como cozinhas, banheiros ou locais sujeitos ao contato frequente com água.
Antes de tocar na obra, certifique-se de que suas mãos estejam limpas.
Evite tocar diretamente na superfície impressa, especialmente nas áreas com tinta.
Quando não estiverem expostas, mantenha as gravuras em pastas ou embalagens protetoras apropriadas. Armazene cada obra separadamente para evitar riscos, marcas ou atritos.
Verifique suas gravuras periodicamente em busca de sinais de deterioração, como manchas, ondulações ou rasgos. Caso identifique qualquer alteração, procure um profissional especializado em conservação de obras de arte.
Com esses cuidados simples, suas gravuras permanecerão preservadas por muitos anos, mantendo sua beleza, integridade e valor histórico e cultural para as futuras gerações.